Oblogatorio de Aldeia do Bispo
Pedaços da minha aldeia para ofereçer a quem está longe.
Sexta-feira, Dezembro 4
Terça-feira, Novembro 17
ALDEIA DO BISPO
consulte
http://www.adraces.pt/ficheiros/conteudos/ObservatorioLocal/Aldeia%20do%20Bispo.pdf


Orago - São Bartolomeu
Área - 6 Km2
Coordinates of Aldeia do Bispo
Longitude: 7° 21' 0" West
Latitude: 40° 58' 0" North
Ordenação heráldica do brasão e bandeira
Publicada no Diário da República, III Série de 30/07/2002
Armas - Escudo de prata, ramo de oliveira de verde frutado de negro, cacho de uvas de púrpura folhado de verde e felosa (ave) de sua cor, tudo bem ordenado. Coroa mural de prata de três torres. Listel branco, com a legenda a negro: “ ALDEIA DO BISPO – PENAMACOR “.
consultar :
http://maps.google.pt/maps?utm_campaign=pt&utm_medium=ha&utm_source=pt-ha-emea-pt-sk-gm&utm_term=map
Aldeia do Bispo é uma freguesia portuguesa do concelho de Penamacor, com 6,51 km² de área e 748 habitantes (2001). Densidade: 114,9 hab/km².
Geografia
Aldeia do Bispo está situada num vale, nas margens da ribeira da Raivosa, afluente da ribeira das Taliscas, no cruzamento dos caminhos para as freguesias de Águas, Bemposta, Aranhas, Aldeia de João Pires e Penamacor. Fica a cerca de 7 km da sede do concelho.
História
Existe um profundo desconhecimento acerca da data de fundação desta freguesia, bem como da origem do seu nome. A mais antiga inscrição ou data gravada nas pedras que foi encontrada é de 16 zx, que foi interpretada como sendo de 1628. Na rua do Outeiro, onde dizem ter existido uma praça, foi encontrada numa casa com a data de 1696, gravada na torça da porta. Sobre a origem do nome, há diversas opiniões. Segundo alguns autores, a palavra aldeia, deriva do verbo grego aldemain, cujo significado é aumentar, acrescentar, e segundo outros, tem origem árabe, devido à existência do prefixo al.
http://www.adraces.pt/ficheiros/conteudos/ObservatorioLocal/Aldeia%20do%20Bispo.pdf


Orago - São Bartolomeu
Área - 6 Km2
Coordinates of Aldeia do Bispo
Longitude: 7° 21' 0" West
Latitude: 40° 58' 0" North
Ordenação heráldica do brasão e bandeira
Publicada no Diário da República, III Série de 30/07/2002
Armas - Escudo de prata, ramo de oliveira de verde frutado de negro, cacho de uvas de púrpura folhado de verde e felosa (ave) de sua cor, tudo bem ordenado. Coroa mural de prata de três torres. Listel branco, com a legenda a negro: “ ALDEIA DO BISPO – PENAMACOR “.
consultar :
http://maps.google.pt/maps?utm_campaign=pt&utm_medium=ha&utm_source=pt-ha-emea-pt-sk-gm&utm_term=map
Aldeia do Bispo é uma freguesia portuguesa do concelho de Penamacor, com 6,51 km² de área e 748 habitantes (2001). Densidade: 114,9 hab/km².
Geografia
Aldeia do Bispo está situada num vale, nas margens da ribeira da Raivosa, afluente da ribeira das Taliscas, no cruzamento dos caminhos para as freguesias de Águas, Bemposta, Aranhas, Aldeia de João Pires e Penamacor. Fica a cerca de 7 km da sede do concelho.
História
Existe um profundo desconhecimento acerca da data de fundação desta freguesia, bem como da origem do seu nome. A mais antiga inscrição ou data gravada nas pedras que foi encontrada é de 16 zx, que foi interpretada como sendo de 1628. Na rua do Outeiro, onde dizem ter existido uma praça, foi encontrada numa casa com a data de 1696, gravada na torça da porta. Sobre a origem do nome, há diversas opiniões. Segundo alguns autores, a palavra aldeia, deriva do verbo grego aldemain, cujo significado é aumentar, acrescentar, e segundo outros, tem origem árabe, devido à existência do prefixo al.
Domingo, Novembro 15
Domingo, Outubro 18

Hoje trago à memória a Biblioteca Itinerante, da Fundação Calouste Gulbenkian, que durante muitos anos percorreu o país de lés-a-lés, especialmente em aldeias onde o acesso aos livros e à leitura era inexistente.
Não pretendo aqui fazer a história deste fantástico serviço, até porque há locais onde isso já é feito, como neste sítio, por exemplo, e pela Internet não faltam referências ao mesmo. Apenas de referir que o serviço foi criado pelo administrador da Fundação, Branquinho da Fonseca, em 1958.
O que quero recordar de modo especial é que a visita da Biblioteca Itinerante ao largo da minha aldeia acontecia uma vez por mês, sempre num dia certo, que agora não recordo, mas tenho ideia de ser a uma quarta-feira, sempre a meio da tarde, e que eu frequentei durante toda a década de 70. Sei que depois continuou por mais alguns anos, acabando por terminar talvez no início dos anos 80.
São inesquecíveis as recordações da chegada da Biblioteca Itinerante, com a sua carrinha enigmática, o modelo Citroen , que só por si irradiava uma magia fascinante. A que vinha ao largo da minha aldeia era de cor verde velho . Tinha duas portas na parte traseira que se abriam de par-em-par e uma parte superior que abria para cima, para dar acesso ao fantástico mundo dos livros, da leitura e do fascínio das histórias e das imagens.
Terça-feira, Outubro 13
Quarta-feira, Outubro 7
A Banda de Aldeia João Pires

A Banda Filarmónica de Aldeia de João Pires foi fundada no ano de 1908 pelo então Pároco da Freguesia José Maria Lopes Nogueira, que detentor de alguns conhecimentos musicais, e depois de ter consultado as pessoas influentes da Freguesia (Jaime D' Aguilar Simões, Luis Leitão Mendes e Ricarod Antunes Rei) decidiu "meter mão à obra". Contudo, surgiu de imediato o primeiro problema. A aquisição de instrumentos. Existindo na freguesia uma senhora que havia recebido uma herança, conhecida como a Ti Violante, o Padre José Maria decide pedir-lhe o dinheiro emprestado, ao que a senhora acedeu. O empréstimo para a aquisiçaõ dos primeiros instrumentos foi de 60$00 (sessenta milreis).
Os ensaios ao longo dos primeiros anos foram sempre na Casa Paroquial, a banda começou a ter actuações nas freguesias vizinhas, a criação da banda foi um factor de mobilização em toda a freguesia.
No ano de 1924 foi criada a "União de Aldeia de João Pires", que tinha como principal objectivo o de manter a Banda Filarmónica, objectivo que se manteve até aos dias de hoje.
A União de Aldeia de João Pires - Sociedade Recreativa Musical é uma colectividade cultural, recreativa e artística cuja fundação remonta a 1 de Novembro de 1908, tendo um papel importante na formação de músicos e na divulgação da cultura do concelho de Penamacor. Esta importância, é traduzida em apoios de entidades públicas e privadas, de sócios e amigos, uma vez que sem este apoio seria impossível a sobrevivência desta colectividade. A banda tem a sua sede social na Estrada Nacional 332 na aldeia denominada Aldeia de João Pires, concelho de Penamacor, distrito de Castelo Branco. Nos últimos anos esta banda tem levado a cabo um esforço significativo na angariação de jovens para o corpo musical, estando alguns deles ainda a aprender na escola de música. Diga-se que a Banda já conta nas suas fileiras com muitos elementos de Aldeia do Bispo .
da net
Sábado, Outubro 3
CTT

Modelo clássico de caixa de correio CTT), normalmente afixado no exterior de um edifício público ou de uma qualquer mercearia.
Depósito de cartas de amores e desamores, alegrias e tristezas, encontros e desencontros. Para muitas pessoas e aldeias, o ponto de partida de pedaços de vida.
O correio electrónico e o serviço de mensagens por telemóvel generalizaram-se e hoje em dia as cartas de carácter pessoal quase não são usadas, muito menos as de amor mas apenas as facturas dos serviços domésticos ou os extractos das contas no banco ou dos seguros (enquanto não são totalmente substituidas pelo suporte electrónico).
Estas caixas, quase não existem, resistindo apenas em algumas aldeias, numa época em que mesmo os Postos dos Correios estão a fechar. A própria figura do carteiro deixou de ser romântica e confidente. Quase sempre é alguém a quem não conhecemos o nome nem nos habituámos à cara, sempre numa constante correria, numa moto apressada, como malabarista num circo.
Sinais dos tempos.
Sexta-feira, Outubro 2
Segunda-feira, Setembro 28
Sexta-feira, Setembro 25
Quarta-feira, Setembro 2
II Feira de Coleccionismo e do Veículo Antigo - Águas


Em Águas - Penamacor (Beira Baixa), de 19 a 20 Setembro 2009
Museu, Exposição e Feira Automobilia
Veículos Clássicos, Tractores e Máquinas Agrícolas, Viaturas Militares e de Bombeiros, Antiguidades, Velharias, Livros e colecções várias!
Depois do sucesso da 1ª edição, visitada por mais de 4.000 pessoas, a Megre Motorsport anuncia a realização da II Feira de Coleccionismo e do Veículo Antigo, de 19 a 20 de Setembro 2009
Terça-feira, Setembro 1
Sexta-feira, Agosto 21
Sábado, Agosto 8
Segunda-feira, Agosto 3
Terça-feira, Julho 14
RENDIMENTO DE ALGUMAS IGREJAS EM 1321
Santo Estêvão *********** 80 libras
Santiago (Penamacor) ****120 libras
S. Pedro (Penamacor)***** 60 libras
S. João (Penamacor)****** 60 libras
Meimão ****************** 10 libras
Aranhas ***************** 15 libras
Meimoa ****************** 20 libras
Salvador **************** 30 libras
Aldeia de João Pires **** 25 libras
Aldeia do Bispo ********* 20 libras
Benquerença ************* 40 libras
Vale de Lobo ************ 30 libras
~
COROGRAFIA PORTUGUESA
DESCRIÇÃO TOPOGRÁFICA
DO FAMOSO REINO DE PORTUGAL
TOMO II – 1868
OFERECIDO AO SERENÍSSIMO REI D.JOÃO V
Padre António Carvalho da Costa
Na página 269 desta obra, podemos ler o seguinte:
Cap. VII
Da Vila de Penamacor
Oito légoas ao nordeste de Castello Branco, quatro de Sabugal para sul & três ao nornoroeste de Monsanto, hem hum alto penhasco tem seu assento a Villa de Penamacôr, que fundou El Rey D. Sancho, o primeiro de Portugal pelos anos de 1189 & lhe deo foral. He Praça de Armas, cercada de muros com vistoso castello, que mandou fazer D. Gualdim Paes, Mestre dos Templários; tem voto em Cortes com assento no banco onze, e são suas Armas, huma Espada, & huma Chave. Foy cabeça de Condado, cujo título deo El-Rey D. Afonso o quinto a D. Lopo de Albuquerque; he seu alcayde mór Luiz de Vasconcellos & Sousa, terceiro Conde de Castello Melhor. Tem 1050 visinhos com nobreza, divididos por trez freguesias, a saber, S. Maria, Priorado da Collação ordinária, com 76 visinhos, S. Pedro, priorado da mesma apresentação com 50; & Santiago, vigayraria da collação ordinária com 924. Há na dita Igreja de S. Maria hum beneficio simplez que apresentão os bispos da Guarda. Tem mais casa de Misericórdia, Hospital, & estas ermidas, S. Domingos da Sobreira, S. João, S. Estêvaõ & S. André, & hum convento de frades capuchos da Província da Soledade.
He esta villa abundante de pão, vinho, azeite, gado, caça, linho & colmeas, & tem no seu termo os seguintes lugares com suas igrejas parroquiaes:
Pedrogaõ, curado anexo à Igreja de S. Pedro de Penamacor que apresenta o Prior della, tem 150 visinhos & cinco ermidas.
Águas, curado, que apresentam os fregueses, tem 50 visinhos.
Aldeia do Bispo, curado, que apresenta a Mitra, tem 70 visinhos & duas ermidas.
Aranhas, curado collado que apresentaõ os moradores, tem 40 visinhos & duas ermidas.
Meimaõ, priorado do padroado Real, tem 70 visinhos & duas ermidas.
Meimoa, vigayraria, que hoje lhe dão o nome de priorado da Ordem de S. Bento de Aviz, que apresenta a Mesa da Consciência, tem 50 visinhos & duas ermidas.
Vale de Lobo, curado anexo ao priorado do Lugar da Mouta, que apresenta o prior, tem 100 visinhos & duas ermidas.
Benquerença, priorado que apresenta o cabido da Sé da Guarda, tem 60 visinhos & duas ermidas.
in - http://senhorapovoa.com.sapo.pt/Historia.htm
Santiago (Penamacor) ****120 libras
S. Pedro (Penamacor)***** 60 libras
S. João (Penamacor)****** 60 libras
Meimão ****************** 10 libras
Aranhas ***************** 15 libras
Meimoa ****************** 20 libras
Salvador **************** 30 libras
Aldeia de João Pires **** 25 libras
Aldeia do Bispo ********* 20 libras
Benquerença ************* 40 libras
Vale de Lobo ************ 30 libras
~
COROGRAFIA PORTUGUESA
DESCRIÇÃO TOPOGRÁFICA
DO FAMOSO REINO DE PORTUGAL
TOMO II – 1868
OFERECIDO AO SERENÍSSIMO REI D.JOÃO V
Padre António Carvalho da Costa
Na página 269 desta obra, podemos ler o seguinte:
Cap. VII
Da Vila de Penamacor
Oito légoas ao nordeste de Castello Branco, quatro de Sabugal para sul & três ao nornoroeste de Monsanto, hem hum alto penhasco tem seu assento a Villa de Penamacôr, que fundou El Rey D. Sancho, o primeiro de Portugal pelos anos de 1189 & lhe deo foral. He Praça de Armas, cercada de muros com vistoso castello, que mandou fazer D. Gualdim Paes, Mestre dos Templários; tem voto em Cortes com assento no banco onze, e são suas Armas, huma Espada, & huma Chave. Foy cabeça de Condado, cujo título deo El-Rey D. Afonso o quinto a D. Lopo de Albuquerque; he seu alcayde mór Luiz de Vasconcellos & Sousa, terceiro Conde de Castello Melhor. Tem 1050 visinhos com nobreza, divididos por trez freguesias, a saber, S. Maria, Priorado da Collação ordinária, com 76 visinhos, S. Pedro, priorado da mesma apresentação com 50; & Santiago, vigayraria da collação ordinária com 924. Há na dita Igreja de S. Maria hum beneficio simplez que apresentão os bispos da Guarda. Tem mais casa de Misericórdia, Hospital, & estas ermidas, S. Domingos da Sobreira, S. João, S. Estêvaõ & S. André, & hum convento de frades capuchos da Província da Soledade.
He esta villa abundante de pão, vinho, azeite, gado, caça, linho & colmeas, & tem no seu termo os seguintes lugares com suas igrejas parroquiaes:
Pedrogaõ, curado anexo à Igreja de S. Pedro de Penamacor que apresenta o Prior della, tem 150 visinhos & cinco ermidas.
Águas, curado, que apresentam os fregueses, tem 50 visinhos.
Aldeia do Bispo, curado, que apresenta a Mitra, tem 70 visinhos & duas ermidas.
Aranhas, curado collado que apresentaõ os moradores, tem 40 visinhos & duas ermidas.
Meimaõ, priorado do padroado Real, tem 70 visinhos & duas ermidas.
Meimoa, vigayraria, que hoje lhe dão o nome de priorado da Ordem de S. Bento de Aviz, que apresenta a Mesa da Consciência, tem 50 visinhos & duas ermidas.
Vale de Lobo, curado anexo ao priorado do Lugar da Mouta, que apresenta o prior, tem 100 visinhos & duas ermidas.
Benquerença, priorado que apresenta o cabido da Sé da Guarda, tem 60 visinhos & duas ermidas.
in - http://senhorapovoa.com.sapo.pt/Historia.htm
Um filho da Terra - José Manuel Landeiro

“José Manuel Landeiro realizou, sem prémios, sem benesses, sem quaisquer estímulos materiais o que a portaria de 8 de Novembro de 1847 e o decreto de 7 de Julho de 1909 não lograram conseguir. Ordenava a primeira que em cada uma das Câmaras Municipais do continente e ilhas adjacentes houvesse um livro especial com a designação de Anais do Município e no qual anualmente se consignassem os acontecimentos e os factos mais importantes que ocorressem, e cuja memória fosse digna de conservar–se; e bem assim as descobertas de riquezas, de substâncias e combustíveis minerais; o aumento ou na diminuição da produção agrícola e suas causas; a longevidade das pessoas de que houvesse notícia, com a declaração do modo de vida que tivessem e do seu alimento habitual; as acções generosas e os nomes dos seus autores que merecessem ser transmitidas às gerações futuras e, finalmente, tudo quanto pudesse interessar as tradições locais! O decreto de 7 de Julho de 1909 instituía um concurso anual de monografias de freguesias rurais com prémios de 200$000, 100$000 e 50$000 réis (valor apreciável para a época) além da publicação gratuita no Boletim da Direcção Geral de Agricultura, com oferta de 25 separatas. Os resultados da primeira, segundo apurou o abade de Tagilde, por inquérito que fez em 1908, foram estes: 7 municípios adquiriram o livro e nomearam a comissão que devia elaborar os Anais, e 120 nada realizaram nem deram resposta ao inquiridor”. Nestes termos se referia a Jaime Lopes Dias, ao nosso ilustre biografado, corria o ano de 1938, prefaciando a sua obra “O Concelho de Penamacor na História, na Tradição e na Lenda”.
Nascido em Aldeia do Bispo há 109 anos, mais precisamente no dia 23 de Fevereiro de 1905, era descendente de Maria Borges e José Landeiro. Fez estudos no seminário do Fundão e no Liceu Gil Vicente, completando o curso do magistério primário na Escola Normal de Coimbra. Iniciou a sua vida de docente na escola primária de Portomar, concelho de Mira, distrito de Coimbra, onde permaneceu até 1934, ano em que transitou para a escola de Águas, já no concelho de Penamacor e, dois anos depois para a escola da sede de concelho. Catorze anos volvidos, em 1950, instala-se no Montijo onde permaneceu até à sua morte a 25 de Maio de 1973, faz este ano trinta e seis anos.
Ao longo da sua existência, por alguns considerada curta, foi docente do primeiro ciclo do ensino básico, mas também investigador na área da História e sua variante Arqueologia, onde possui mais de duas dezenas de trabalhos publicados (vinte e um, mais precisamente), dedicou-se ao jornalismo, onde foi fundador do jornal académico dos alunos do Liceu Gil Vicente “DE CAPA E BATINA” (1926) e da revista pedagógica “ESCOLA RENOVADA DE COIMBRA” (1929-1930), DOS ALUNOS DA Escola Normal de Coimbra. Para além disto, colaborou em cerca de uma centena de jornais e revistas nacionais e estrangeiros. Foi ainda delegado escolar em Penamacor e Montijo, conferencista na área da Pedagogia e da História e congressista nesta última. Recebeu distinções e galardões do então Instituto Português de História, Arqueologia e Etnografia e da Sociedade de Lisboa, instituições das quais era membro.
A sua terra natal prestou-lhe honrosa homenagem, em Setembro de 1975, com uma lápide na casa que o viu nascer e o baptismo de um largo com o seu nome.
Da sua considerável obra publicada, constam os seguintes títulos:
O CONCELHO DE PENAMACOR NA HISTÓRIA, NA TRADIÇÃO E NA LENDA;
RETALHOS DA VIDA DE UM SACERDOTE – O Padre Gomes Pólvora;
DIOCESES DA GUARDA COM SEDE EM IDANHA – A – VELHA (EGITÂNIA), PENAMACOR E GUARDA;
ALDEIA DO BISPO (Resenha monográfica);
NO ROLAR DOS ANOS;
A EPIGRAFIA NO CONCELHO DE PENAMACOR;
MONUMENTOS DE PENAMACOR;
O MISTÉRIO DA CABEÇA DE PENAMACOR;
A VILA DE PENAMACOR – A Cidade de Aryeriavaca – Estradas Romanas;
TESOURO FUNERÁRIO DA LAMEIRA LARGA;
EVANGELIZAÇÃO DA PENÍNSULA E SEUS PRIMEIROS EVANGELIZADORES;
DA VELHA EGITÂNIA;
MONUMENTOS ARQUEOLÓGICOS – FORTALEZAS DO CONCELHO DO FUNDÃO – SIGLAS DE CANTEIRO – NECESSIDADE E UTILIDADE DO SEU ESTUDO E INCREMENTO;
NOTAS DE UMA VISITA AO CASTELO DE PALMELA E SEU CONVENTO;
O MOSTEIRO DE JESUS DE SETÚBAL;
MONOGRAFIA DE LINHARES DA BEIRA;
GENIUS LOCI – DA VILA RUIVA DE TERRAS DE ALGODRES;
MARCAS DE ÁGUA (FILIGRANAS) SÉCULOXVII;
PROFECTAS E PROFECIAS NA HISTÓRIA DE PORTUGAL;
CARTAS DO ABADE DE BAÇAL AO PROFESSOR JOSÉ MANUEL LANDEIRO (anotadas pelo destinatário);
CASTELO DE PALMELA E SEU CONVENTO – Apontamentos para a Monografia da Ordem de Santiago de Palmela.
in : http://sites.google.com/site/800anospenamacor/personalidade-2
Segunda-feira, Julho 13
Obra do Prof José Manuel Landeiro
A venda deste livro reverteu na altura para o Club Fernão Lopes de Aldeia do Bispo. DA TERRA
ORIGENS DE ALDEIA DO BISPO
"Se alguém perguntar a um filho desta Aldeia do Bispo qual a Terra que mais admira por todos os motivos de encanto e qual a que traz mais junto ao seu coração, acredite que nenhum deles lhe citará qualquer capital de Império, Reino ou República com as suas belezas naturais e artistico-arquitectónicas do seu casario, monumentos, que são livros em pedra a contar a história bélica ou religiosa dessas capitais, mas apontar-lhes-á a sua Aldeia, onde teve o seu berço e talvez o seu ninho de amor e onde quer ter a sua jazida para, ao lado dos seus pais e outros antepassados, dormir na noite da eternidade.
Falar da nossa Aldeia, a irrequieta terra ribeirinha, menina gaiata, saltitando à borda da sua ribeira que lhe fertiliza os campos, e que outrora era muito mais Iarga e de corrente de água permanente, onde se pescavam saborosos barbos e bogas, ') não é tarefa fácil, mas, pelo contrário, muito difícil. A história da fundação e da sua subsequente evolução mostra-se algo confusa, por carência de elementos suficientemente elucidativos e dados caraterizada-mente históricos bastantes para deles se tirar uma conclusão definitiva.Em face desta verificação, não é fora do normal aceitarmos a certeza de que a nossa terra existiria já de tempos anteriores à fundação da Nacionalidade. Os menos versados na História da Humanidade sabem, perfeitamente, que os povos remotos, no seu reconhecido e permanente nomadismo, buscavam para sua incerta fixação temporária as proximidades dos rios, construindo, assim, uma civilização de carácter acentuadamente histórico. Os povos remotos procuravamas margens dos rios, em geral a direita, para ali construirem o seu burgo. Foi isto mesmo que aconteceu com os fundados de Ulissipo (Lisboa) ; Portus (Porto) Cetóbriga (Setúbal) e tantas outras cidades portuguesas. Com a nossa Aldeia aconteceu outro tanto.
Os seus princípios ou a sua origem, segundo o seu próprio nome indica, não passa de uma simples quinta ou granja que foi pertença dos bispos da Egitânia quando estes se refugiaram em Penamacor, abandonando a sede da diocese, ') Egitânia, destruída pela moirama de Alcântara. Ali, em Penamacor, os prelados egitanienses e seu cabido estavam mais acobertos dos mouros de Alcântara.
Afirmamos ter sido uma quinta porque aldeia deriva do verbo grego Aldemain que significa quinta ou granja. É esta a opinião de muitos autores e, entre eles, a do grande Alexandre Herculano que passou por aqui em busca de arquivos para elaborar a sua monumental História de Portugal, que infelizmente só chegou ao reinado de D.Afonso .
Com o desenrolar dos anos, a nossa terra foi crescendo. e, a partir do século XVII, começou a aparecer nas torças das portas, inscrições epigrafadas, e para exemplo apontamos a Casa dos herdeiros de João Teixeira, a de Manuel Andrade, ao cimo da Barreira que nos conduz à Rua do Outeiro, que é a mais antiga rua desta povoação. Acreditamos que houvesse casas anteriores a estas, devido ao número de siglas de canteiro, usadas nas suas pedras desde o princípio da Idade Média até fins do século XV, embora constitua uma raridade no século XVI. Muitos destes sinais gravados nas pedras, às vezes por pedreiro que, sendo escravos, trabalhavam sob chicoteadas ou de pés , agrilhoados de correntes de ferro com bolas também de ferro. Esta aldeia do Bispo devia ter progredido imenso com a saída dos bispos egitanienses para a Guarda, de que eles se tornaram foreiros.
É a partir do século XVIII, devido aos inúmeros documentos que se encontram na nossa Torre do Tombo e em outras bibliotecas públicas, que a história desta Aldeia se começa a fazer com mais clareza. Assim o atestam, entre outros documentos, os registos paroquiais, as actas das Juntas da Paróquia, escrituras de compra e venda feitas pelos tabeliães, hoje notários, e tantos outros documentos oficiais.
Por estes, nós vemos que no século XIX, a toponímia, isto é, as ruas do povoado, já não se resumia só a rua do Outeiro e à rua que ligava esta à matriz da freguesia do orago de S. Bartolomeu. A povoação saltou para mais perto da margem esquerda da ribeira, onde, entre a rua do Outeiro e esta margem, havia ainda, no século XVIII, a Capela da Senhora do Rosário, cuja imagem ainda existe, mas já fora do culto. Com os anos formou-se uma Pova rua, a qual devido ao seu grande comprimento, se subdividiu em duas, ficando com os nomes de Rua do Rossio, e rua do Cavacal. A rua do Rossio ia desde o local onde hoje está a casa do falecido José Júlio Carreto, até ao largo do Rossio, entre as quais fica aquela onde nascemos, a casa do António Robalo Elvas e a de José da Costa Martins. A este largo seguia-se a do Cavacal, hoje Desembargador, que terminava onde está o Cruzeiro. Em seguida começou a aparecer a Rua do Caminho das Aranhas, e a Travessa do Forno, (antiga Rua do Norte e hoje D. Bárbara Tavares da Silva). Quer dizer, entre a Rua do Outeiro e a Rua do Rossio havia um grande espaço não urbanizado, e talvez devido ao facto de o Ribeiro do Batoco, que hoje passa por baixo da estrada, ser de leito mais largo do que o da actual ribeira. Era na Rua do Cavacai que residiam as famílias mais gradas da povoação. Na do Outeiro, como pessoas de destaque que ali tiveram a sua residência, anotamos apenas o Dr. Domingos Gil Pires, e a Família -' Remédio, oriunda de Salvaterra do Extremo. Todas as restantes casas, que hoje formam a toponímia da povoação, foram construídas a partir dos fins do século XIX até nossos dias.
Não tenhamos a menor dúvida que o subsolo desta aldeia é riquíssimo, Nele se cultivava a vinha, e as batatas a partir dos meados do século XIX, feijão e outros legumes, centeio, trigo e outras preganas. O azeite, o figo, milho e a cortiça constituem hoje a nossa maior riqueza agrícola, que, embora actualmente em precárias circunstâncias, dá ao povoado o suficiente para viver honestamente
A indústria, práticamente, existe só a dos lagares de azeites. A das moagens de farinha desapareceu com os anos. Recordamo-nos ainda dos velhos moinhos de vento (3) e das azenhas dos Manatas na Baságueda e da « moinhela» do Florêncio. Antes desta, e perto dela, teve o Dr. Pires Caldeira uma movida a água e bem assim com lagar de azeite, tipo romano. Existem ainda no local da canalização, em pedra, que conduzia a água à azenha.
MONUMENTOS
Aldeia do Bispo não possui monumentos dignos de nota na faceta artística da arquitectura. (') Ao de leve, já atrás dissemos que, ainda, nos alvores do século XVIII, existia a Capela da Senhora do Rosário que, talvez, a Incúria dos homens e as grandes enchentes da ribeira, juntamente com as do Batoco, a Inundaram tantas vezes, até que foi derruída. Segundo elementos certos, por nós colhidos, ficava situada no local onde hoje fica a casa de Joaquim Landeiro Borges.'
A Igreja matriz mais antiga a que se referem as crónicas, foi construida no- século XVII e, derruída quando. da construção da actual, em 1910.
Nesta igreja me fizeram cristão pelas águas baptismais, «nesta igreja aprendi as primeiras noções de história do povo de Israel; nesta igreja aprendi a vida: de Jesus, um romance no princípio, uma Iição sublime no meio, uma tragédia emocionante no fim». Neste santuário da minha terra ouvi autênticos e verdadeiros, panegéricos da vida dos grandes santos e mártires da cristandade. Aos pés do seu altar eu ajoelhei um dia, aos sete anos, para receber, pela primeira vez, o Pão dos Anjos a Força dos Portes. E é sempre com viva e grata saudade que entro neste santuário, para ruim o mais artístico e o mais encantador de todos os santuários da nossa Terra — Portugal!
Desta igreja resta apenas uma relíquia sagrada, mas muito valiosa pela sua arte manuelina, com tábuas representando o purgatório, onde dois anjos estendem cada um a sua mão a tirarem cada um, uma alma. Que beleza de pintura tem este altar das almas! O seu autor, como acontecia como todos os pintores antigos, não assinou. De que artista ou. escola. se. tratará? A frente da pintura está Cristo Crucificado, comj braços estendidos em linha recta e não em forma avambada pelo peso do corpo como outros Cristos crucificados. Ainda há dias estivemos junto dele e contemplámo-Lo quase em êxtase:_ De braços abertos para receber-nos e abraçar-nos, e, para não nos castigar, estão cra- vades. Olhos divinos eclipsados,- de tanto sangue e lágrimas cobertos que, para perdoar-nos, estão dispostos, e para não devassar-nos estão fechados; de pés pregados para não fugir-nos; a cabeça um pouco inclinada e baixa para chamar-nos; de sangue vestido para ungir-nos. Ao lado potente quero unir-nos; aos cravos quer atar-nos para ficar unido, atado e firme!
É esta a única relíquia, para nós sagrada, da igreja velhinha, da nossa infância cristã, onde rezaram sempre nossos pais, avós e antepassados de séculos, cujos lugares nós viemos a ocupar. Conserve-se esta relíquia tão querida para a. nossa alma amantíssima do Passado Cristão.
A actual igreja matriz de S. Bartolomeu foi construída. quando em Portugal começavam a surgir os ventos da impiedade anti-cristã.. É de estilo
Possui um «Padrão do Infante», inaugurado em 1960 pelo Subsecretário da Educação Nacional, Dr. Rebelo de Sousa.
De uma só nave e sem altar-mór. A planta foi feita por um dos padres do Colégio de S. Fiel. Custou 10.000 reis, que foram pagos pelo prof. Manuel Martins Leitão. Era pároco da Aldeia, o então jovem P.e Joaquim Moiteiro. Foi feita pelo Povo em 1910, segundo a inscrição existente na porta principal do Templo.
Não encontramos ainda inscrição mais correcta, mais certa que esta. Foi feita com o dinheiro e trabalho do povo, e nas obras trabalharam quase só artistas deste Povo. Nestes tempos, quando se assaltavam, profanavam e até se incendiavam igrejas por todo este nosso Portugal, sempre cristão,, Aldeia. do Bispo praticava, com a construção da sua nova, matriz, um acto público do seu arreigado cristianismo. Esta freguesia continuava a ser um feudo episcopal. Além da torre, o P.e José Maria, durante os 27 anos que paroquiou esta aldeia, mandou fazer os dois altares. laterais, mandando-os dourar e bem assim o altar-mor, pintar o teto, etc. Trabalharam na obra de cantaria, pedreiros da aldeia, sob a mestria de Miguel Antunes Isidoro, que fez as paredes. Seu filho Manuel construiu as colunas interiores em que se apoiam a torre e o coro. A torre já foi feita pelo mestre de pedreiros de Medelim, João Cartola, por 13.000$00. Como carpinteiros trabalharam José Toscano (Cabeças), José Manuel Pinto, que, como mestre, ganhava 450 reis diários. Que belos tempos! O relógio, que custou 5.000$00, foi adquirido pela Junta de Freguesia, em 1933. A caiação deve-se ao pároco, P.e Joaquim Lourenço, hoje Dr. Joaquim Maria Lourenço, arcediago de Beja.
A CAPELA DO ESPÍRITO SANTO
Já o P.e Carvalho da Costa na sua «Chorografia Portuguesa» (século XVIII) nos dá notícias da Capela do Espírito Santo, à Lameira. Anterior a este historiador e monografista, não há qualquer outro escritor que a ela se refira. Deve ser muito antiga. É de uma só nave e com capela-mór. Quando da criação da escola primária nesta aldeia pelo Decreto n.° 266, de 30 de Novembro de 1879, passou o corpo da capela a servir de escola, tendo havido o cuidado de adaptar, ao arco da capela-mor, umas portas. Assim, há quase cem anos, passou ela a ser um duplo templo-cristão e de luz. Na verdade, a escola do Espírito Santo foi um facho donde, até 1917, irradiou a jorros a luz da ciência e da sabedoria que iluminou inteligências de tantas gerações de advogados, médicos, professores, militares, engenheiros, etc. Ali aprendemos a ciência do ensino primário até à 31 classe. Não tinha condições pedagógicas algumas.
Quando em 1917 se efectuou a festa da árvore da iniciativa do «Século Agrícola», em que se divinizava (é o termo adequado) a árvore, o soalho caiu, e a escola foi, pedagógicamente, interdita. Mas voltemos atrás para falarmos só da capela. Esta devia ter sido construida, em sitio ermo, isto é, quando ali' não havia casa alguma. Tinha terrenos seus. De grande ou de pequena extensão? Ignoramos. O que é do nosso conhecimento, é de que a Lameira era conhecida por «Lameira do Espírito Santo» e que em 1882, se fez aforamento dum pedaço de terra da Lameira, pertencente ao Espirito Santo que tinha ao norte a casa de Joaquim Isidoro, com as condições dos aforadores fazerem ali uma casa e pagar por 4.000 reis uma oliveira pertencente ao Espírito Santo. A oliveira ficava entre a casa de Manuel Leitão e a de José da Costa. No mesmo ano, em 9 de Abril, são também aforadas as casas do Espírito Santo. Este possuía três casas, onde moravam o Manuel Leitão, Joaquim Isidoro e José Valente Júnior. Ainda no mesmo ano, a Irmandade do Espírito Santo pôs, em almoeda ou leilão, terreno para a construção de uma casa, no norte da capela, a pegar com as casas onde morava o Joaquim Isidoro. Vendeu-se mais terreno do adro entre a Casa do Manuel Leitão, a Capela, a de José da Costa e uma oliveira. Assim deve ter sido a origem do Bairro da Lameira. A frente da ermida, havia um cruzeiro que, mais tarde, se teve de se deslocar para junto da ribeira, à ponte velha.
A LAMEIRA
Não nos resta a menor dúvida de que a Lameira, cujo estudo devia ser feito à face da Geologia, foi em, eras já remotas, uma lagoa que os agentes moleladores internos transformaram no actual largo. Ainda hoje, ao ribeiro que, em parte, a circunda pelo norte e vai meter na ribeira junto ao lugar, o povo lhe chama Ribeiro da Lagoa. Neste largo, já, em 10 de Agosto de 1884, se restabeleceram feiras e mercados. Estes no último domingo de cada mês, e aquelas, uma, em 2 de Janeiro, outra, em Quinta-feira da Ascensão, a 3.' a 24 de Agosto (S. Bartolomeu), e a 4.°, no dia de Todos os Santos.
Pelas alturas de 1840, quando da publicação do «Regulamento das Matas do Concelho de Penamacor» pelo então presidente do Município de Penamacor, Dr. Domingos Gil Pires Caldeira, de Aldeia do Bispo, começou um particular, ao abrigo daquele «Regulamento», a plantar oliveiras e amoreiras, como se fosse em terreno seu. O que sucedeu na nossa terra, aconteceu em outros concelhos, como na Bemposta e cremos que na Meimoa. Entre o Município e a Junta da Paróquia de Aldeia do Bispo, a sua posse foi durante muitos anos objecto de brigas.
LAMEIRA DO ESPÍRITO SANTO
Na Lameira conhecemos nós a fonte que há poucos anos foi coberta e que tinha a marca do concelho — C.°. Conhecemos o Poço Novo», também coberto quando a fonte.
Ainda conhecemos, mas já em ruínas, uma outra nascente a que documentos chamaram poço, mas nós em criança ouvimos chamar-lhe Fonte Velha. Será o poço dos documentos? O chafariz que há anos, foi derruído, foi construído em 1927, em substituição do Chafariz Velho onde tinha havido obras em 1913. O actual é recente. O subsolo da Lameira é um caudal de água.
ESCOLA PRIMÃRIA
A escola mais próxima que havia era a de Aldeia de João Pires «que fica a sinto!» Kilómetros de mao caminho, e emposívil detransitar em virtude de ter desetraveçar a Cérra (!) denominada Portelinha». 1) «Nesta altura a Junta da Paróquia era composta por José Joaquim Robalo Gouveia, Manuel Robalo Elvas e Domingos Martins. A escola veio. Começou a funcionar como mista, e só mais tarde foi criada a escola feminina que funcionou em casa do Joaquim Landeiro Borges, da de Ana de Jesus Elvas, na de meus Pais, de 1903 a 1912, de que possuo contrato de arrendamento de 24.000 anuais, passando para a casa que hoje é do sr. Tenente Birra Leitão, em 1912. Finalmente, passou como a escola masculina para os edifícios a que hoje chamam escolas velhas, depois de há anos se ter feito a do Plano dos Centenários. O primeiro professor foi José de Andrade e Sousa e o 2.° Manuel Martins Leitão, seguindo-se seu filho José. A primeira professora foi D. Maria da Glória Martins. Hoje há seis agentes de ensino, três de cada sexo. Não queremos acabar este capítulo sem nos referir à acção do magistério do professor Manuel Martins Leitão e à acção decisiva que teve ao ser interdita a capela do Espírito Santo. Enquanto não se fez a escola velha, ofereceu, por empréstimo, a sua própria casa de residência e, depois, duma sala, onde reside o seu filho e sucessor José, hoje aposentado. Foi o prof. Manuel M. Leitão, um grande santeiro de almas. Da sua escola e, depois, da de seu filho saiu a élite de intelectuais: professores, médicos, sacerdotes, advogados, engenheiros, etc, que são o orgulho da nossa terra, a que já alguém, devido ao número de estudantes que frequentam liceus, seminários, escolas técnicas e Faculdades, chamou
a «Coimbra da Beira Baixa». Há mais de cem anos, embora nessa altura de
diminuto número, que uma geração de estudantes nasceu na nossa Aldeia, e tem vindo a aumentar de ano para ano, e, temos a certeza, jamais terá fim.
CLUBE FERNÃO LOPES
Deve-se a fundação desta sociedade recreativa e instrutiva ao grupo de estudantes que, em 1924, frequentava os liceus e escolas superiores. Estes rapazes, a cujo número temos a honra de ter pertencido, ali se reuniam, lendo jornais e ou entretendo-se no divertimento de jogo de Damas e Dominó.
O Clube, primeiramente instalado na casa da «Velha Filipa», teve e tem ainda como patrono o pai da História de Portugal — Fernão Lopes t) em virtude de se defender a ideia deste cronista ter nascido nesta região. A sua divisa é «arte, letras, ciências e agricultura,».
A sua primeira Direcção foi Francisco Landeiro Borges (Presidente); Alferes Antônio Lopes Robalo (Secretário) ; e o Prof. José Martins Leitão
Assinaram a «Termo do seu baptismo Francisco Landeiro Borges, Alferes Lopes Robalo, Prof. José Martins Leitão, José Manuel Landeiro e Amdndio Martins Leitão, .
soureiro) . A jota era de 5$00, cota, para os sócios residentes na localidade, 2$00, e, para os não residentes, geralmente estudantes, 1$00.
O Clube teve o seu grupo cênico, a que nós também pertencemos que teve ocasião de dar espectáculos não só nesta Aldeia como ainda no Teatro-Clube de Penamacor e em Monsanto. O produto destas récitas revertia a favor de melhoramentos locais, como igreja, escolas, chafariz (1927) ruas, etc.
As peças para a cena, eram todas escritas pelo prof. José Landeiro Borges. Foi pena que ele nunca tivesse publicado estas obras onde ele mostra um grande valor de dramaturgo.
Embora pobrezinho, o Clube soube resignar-se na sua pobreza durante alguns anos até aqui há cerca de 20 anos 1), a sua vida ressurgiu como a fénix das cinzas.
FESTA DA DESFOLHADA
Como tudo, estas festas têm a sua história e nesta se encontra a raiz da sua origem e data de nascimento. A data de nascimento das festas cívicas de Aldeia do Bispo encontra-se exarada juntamente no livro de termos de nascimentos onde se encontra o do Clube Fernão Lopes. Festas e Clube tiveram os mesmos pais — os estudantes. Os padrinhos é que foram diferentes. Foram concebidas ao findar de Julho de 1924, tendo visto a luz do dia, em 24 de Agosto daquele ano. Foram seus padrinhos a mordomia de S. Bartolomeu. Foi-lhe dado o nome de «Festa da Kermesse» . Qual o motivo para que foram elas instituídas? O povo desta Aldeia já, para seu belo prazer, não se contentava com a simples festa de S. Bartolomeu, com a sua missa solene, sermão, procissão e «ramo» de fogaças, tudo abrilhantado por uma filarmónica ou de Penamacor, Monsanto, Aldeia de João Pires ou de Pedrógão. Queria mais divertimentos e que estes se prolongassem pela noite adiante com arraial, na Lameira, e «fogo preso». Um grupo de estudantes juntamente com a mordomia fizeram para isso um «pacto» de colaboração: A mordomia tinha à sua conta a festa
17 de Março de 1948
canónica, e a comissão da «Kermesse», as cívicas. Se se qualquer delas tivesse prejuízos materiais, a outra saldaria todas as dívidas desses prejuízos. Felizmente nem de um lado nem de outro, houve déficit, mas sempre saldo. O da «Kermesse» revertia a favor de melhoramentos públicos locais, e a da mordomia a favor do Santinho, nosso padroeiro. Uma das cláusulas do «pacto» acima citado era de que no fim da festa a comissão da «Kermesse» constituída por estudantes e meninas da povoação, tivesse uma merenda no campo e, à noite, um baile. Nestas coisas há sempre criticas do povo anónimo, critica maldizente e acusação de extravios de dinheiros, aplicações da receita em proveito próprio, etc. Mas a comissão da «Kermesse» não foi vítima destas criticas. Pelo contrário, o povo achava que quem tanto trabalhava para o interesse da festa, devia ter um dia seu para se divertir como quizesse, pudesse e entendesse. Assim, o piquenique e baile tinham o seu dia, um autêntico dia de festa para a mocidade estudantil. O baile era servido com bolos acompanhados de «Porto». Depois do baile que terminava à hora decretada pelas mãezinhas — meia hoite— havia muitas vezes serenatas, em que as gargantas eram molhadas em «Porto». Muitos estudantes dessa altura tocavam instrumentos de corda: viola, guitarra, bandolim e violino. Agora já assim não é...
A ATALAIA
Os dois primeiros reis da dinastia brigantina, ao verem-se em guerra com Castela, trataram de reparar fortalezas, levantar torres de vigia, etc. ao longo da fronteira luso-espanhola. Um dos baluartes de vigia conta-se a Atalaia, infelizmente em reinas, a leste da nossa terra a que os historiadores chamam «Castelo da Atalaia de Aldeia do Bispo», que, segundo a tradição, mas lendária, tinha uma só telha, por ter a forma de uma pirâmide rectangular. Do local onde se ergue esta torre de vigia, disfruta-se um maravilhoso e extenso panorama, formado por terras luso-espanholas. Foi construido em 1663. Os nossos olhos ainda leram esta data por cima da torça duma «janela», única luz que possuía a Torre, e que já há muito jaz no chão. A maldade dos homens mais que 'os seus 300 anos de existência, têm-se encarregado de destruir este documento histórico da Guerra da Restauração. Junto deste forte, nome porque é também conhecido esta Torre, se notabilizou, defendendo-o acèrrimamente durante a Guerra da Restauração, o oitavo senhor da Quinta de Antão Alves (limite de Penamacor) por ordem do General do Partido da Beira. Pinheiro Chagas, na sua História de Portugal, ao falar do «Castelo da Atalaia» diz assim: «Não começou (a Guerra da Restauração) com muita felicidade a Campanha da Beira em 1664; Afonso Furtado de Mendonça que estava comandando, por doença de Pedro Jaques de Magalhães, intentou impedir o duque de Oussena de construir um forte junto de Aldeia do Bispo, que nos podia ser muito prejudicial. Marchou contra ele com um exército de 6.000 infantes e mil cavalos, mas encontrando já o forte muito adiantado não ousou atacá-lo, tanto porque o exército inimigo era superior numèricamente, pois contava 7.000 infantes e 2.000 cavalos, como lhe parecia de mais apta para uma operação militar de certa importância». Pinheiro Chagas, dá-nos a entender que foram os espanhóis e não os portugueses quem mandou construir o forte.
O General João de Almeida, da Guarda, ao falar da nossa Atalaia, no seu «Roteiro dos Monumentos Militares Portugueses» diz assim: «No cimo do monte da Atalaia, cota 591, situado a 1,5 km. a norte de Aranhas, a 8 de Penamacor e a 1,5 km. de Aldeia do Bispo, existe uma Torre, em forma de pirâmide rectangular, em ruínas, observando um largo horizonte para os lados da raia e ligando com Penamacor, Aldeia do Bispo, Penha Garcia e Monsanto. Pela sua magnífica situação é de presumir que ali existisse uma antiga fortaleza em construção lusitana, mais tarde restaurada na conquista neo-goda, desempenhando um papel de relevo durante as lutas entre portugueses e castelhanos, e depois com os espanhóis». Aqui fica, pois registado um abreviado apontamento sobre a história da Atalaia, onde, em certa época do ano, costuma nascer o Sol."
Sexta-feira, Julho 10
Rali Vodafone Transibérico

Pela primeira vez a prova não vai contar com o seu grande mentor – José Megre. Como
organizador de provas desportivas, Megre foi uma referência muito importante para o TT mundial. Admirado por todos, idealizou e montou as mais prestigiadas provas portuguesas,europeias e até mundiais. Uma excelente promoção, um retorno garantido e muita qualidade técnica, foram sempre o segredo para os muitos sucessos que alcançou ao longo da sua vasta carreira. O ACP como organizador actual das principais provas que José Megre deixou como herança para o cenário do TT nacional, promete seguir o seu trabalho e continuar no trilho deixado por Megre.
Rali Vodafone Transibérico

A edição de 2009 do Rali Vodafone Transibérico disputou-se de 17 a 21 de Junho, e teve início e fim no Estoril.
Seguiram-se 4 Etapas com cerca de 1.400 Km de Sectores Selectivos, disputadas em Portugal e Espanha.
Rali Vodafone Transibérico
18 de Junho: 1ª Etapa → Estoril – Castelo BrancoSS1 (Super Especial) com cerca de 7 Km e SS2 com aproximadamente 200 km. Assistência em Idanha-a-Nova e Bivouac em Castelo Branco.
Partida Estoril - 06h00
Super Especial (SS1) - próximo de Abrantes - 08h00
SS2 - Idanha-a-Nova e Penamacor - a partir das 14h00
Assistência / Bivouac - Castelo Branco
Quarta-feira, Julho 8
Terça-feira, Julho 7
Segunda-feira, Julho 6
Os Dekreto-Lei
Perderam-se para a história da música ( graças a Deus) todos os registos fonográficos destes paralelos do ritmo oriundos de Aldeia do Bispo . Durante cerca de 2 anos e meio toda a gente casou , baptizou e divorçiou dançando ao som destes virtuosos mestres do entreternimento e do music hall Made in Aldeia do Bispo mais precisamente , na garagem do taxi do Branquinho .... as estrelas nascem onde menos se espera !!!























Figura emblemática e inesquecivél de várias geraçoes de beirões - A foto da esquerda tem 27 anos .











